quarta-feira, 26 de maio de 2010




Eu e tu já temos um mundo.
Construi propositadamente para vivermos em paz.
Vamos encher as nossas mãos solares e lunáticas de seres humildes, de crianças congeladas pela frescura horripilante da noite. Tu aqueces com os teus raios solares,eu brilho com a minha esperança nocturna todas elas que dia para dia anseiam conhecer o céu.
Vivo num país de merda,repleto de meninos riquinhos de nariz empinado,com garganta de filósofos, que nem engenheiros são.
Um idoso doente à espera meses e meses de uma operação(de urgência),alas hospitalares mais congestionadas que os nossos maiores polos citadinos(...) Expliquem-me esta falta de ética!
Se tu não existisses,sim...se não te tivesse oferecido uma palavra e tu um convite, nunca teriamos reencontrado a cor da vida e ideias complementares que podem ajudar pelo menos uma centena de olhares ternurentos.
Passo a passo,por esta estrada incerta,conhecendo o limite das aventuras e dos sonhos alcançaremos o mar,a terra e o espaço.

"Senta-te aqui!" "Fica comigo"

Um olhar vale mais que todas estas palavras

R

sexta-feira, 9 de abril de 2010


"Why don't you come over here
you got me saying "Ayoooh"
I'm tired of using technology,
I need you right in front of me"

"Estou a aprender a ser feliz"

Estas reflexões ruidosas, proporcionam-me mudanças.
Alterei planos, recolhi inúmeras letras dissipadas, e entre elas observei um trevo.
Devo ou não acreditar no que ele trasmite?
Pequenas insignificâncias...ou talvez não.
Esta pequena lua em que habito é também o meu local de trabalho.
Presentemente já não tenho substância para justificar o meu refúgio aqui.
Não existe significado possível para continuar a testar a minha imaginação , por vezes sonolenta e repetitiva.
Vou conceder esta propriedade à irracionalidade de um só indivíduo.
Também doarei os campos regados com lamentos do passado a este para que manuseie trovões.
Já que em terra não posso viajar em total liberdade,
restam-me duas opções:
Ser guiado pelas aspirações espaciais

ou

liquidar a minha prosperidade pelas correntes das proibições.

É "estranhamente perfeito"!




terça-feira, 9 de março de 2010


Tristeza profunda.
Catástrofes de dimensões inimagináveis.
Por mais que os mass media demonstrem as milhares de perdas humanas e materiais,
resultantes de tais cataclismos,
a nossa sociedade continua de braços cruzados!
Imagens de prédios a ruir , de pessoas a partir
Jamais serão apagadas das nossas mentes.
Deixarão sempre sequelas,cicatrizes,que nos marcarão enquanto vivos.
Limitamos a discutir estes problemas,
a dar a nossa opinião acerca deste presente cinzento,encrostado,
mas não colocamos os dois pés bem assentes, na terra que ainda resta.
E o futuro?
Não é importante tratar,ou começar já a mostrar o nosso rendimento?
Saliento,afirmo,sugiro,mas acima de tudo,ordeno para que,nós jovens consigamos manter uma rota visível para as gerações vindouras.
Vamos sair à rua e cantar a força que nos pertence!
"Ontem fui pobre,hoje sou pobre,amanhã serei pobre,
mas sinto-me mais rico,por dentro.
É essa riqueza que me faz ser o que sou."
O rapaz da Lua






segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Estou em coma
Estão-me a destruir,e eu destruido estarei,em breve.
Ajuda-me ser inexistente!
Necessito de força!
Quero partir hoje ,e amanhã não voltar.
Quero que a minha escrita permaneça ,eternamente, viva.
Eu sinto ou pelo menos sentia.
Estou despedaçado.
Sou um papel riscado.
Não sei se aguento mais...

Este texto serve para todos aqueles que se sentem assim. Não reservem a última frase deste pensamento obscuro, lutem e nunca acabem com vocês.

Há sempre um amanhã que pode mudar o vosso passado ou presente oculto.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Silêncio imortal


Por entre as trevas do meu pensamento,ordinariamente obscuro,
encontrei uma luz cinzenta,uma antítese de sentimentos imperfeitos.
Queimei-me e deixei-me queimar por aqueles raios solares.
Desfiz-me no reflexo da água.
Saltei para dentro dos vento,boiei no mar do meu desalento, e caí.
Caí da lágrima de uma nuvem.
Embati novamente no solo,mas permaneci intacto. Estava quadraplégico.
Gritei. Ninguém me ouviu.
Pedi socorro. Ninguém sentiu...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Hoje é o dia


Afinal vivemos em que século?
Nestas últimas semanas tenho registado tantos acontecimentos que me deixaram revoltado,triste,espantado,apreensivo.
A tragédia no Haiti marcou muitas pessoas,marcou exterior e interiormente milhares,ou mesmo milhões,principalmente as crianças... oh essas ! Está na altura de deixarmos de ser egoístas e egocêntricos.
Não nos contentamos com nada. E "eles" , com que é que se podem contentar? Mesmo (vivendo) ou talvez não(....)num ambiente hostil , nascem e morrem sorridentes. E o que têm? Pois(...)Nada,ossos e mais ossos. Vivos já os observamos mortos. Quem é o que os alimenta?Pai? Mãe? Temos de parar! Escutar!!! Vamo-nos ouvir!
Estará na altura de oferecermos partes de nós a quem realmente necessita?
Ah,e não desperdicem lágrimas,porque se o quiserem fazer reservem-nas antes num recipiente e enviem para quem necessita de ingerir algo. Algo para elas é isso.Pequenas gotas já sabem bem(...)
Acabei de guardar as minhas.
O mundo está virado do avesso.
O que aqui escrevi,senti mas não desenvolvi.
Não são apenas umas palavras,nem desabafo,é um grito.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


2010


Novo ano,novas mudanças,novo estilo,novas vidas.
Fico pelas palavras trocadas,pela música francesa, pela cura de inúmeras feridas.
Encontrei uma...duas...seis pedras no meu caminho lunar. Descobri um atalho.
Talvez chegue lá mais depressa! Que achas? Estarei a arriscar?
Provavelmente. Perdi a adolescência,ascendi um degrau,subi de nível.
Agora que já entrei num novo espaço temporal,não terei a possibilidade para reviver os sentimentos tradicionais,e agora,muito menos, reiniciar esta auto-estrada psicológica. NÃO DÁ!
Para quem é obscuro e tão pouco maduro fica um aviso:
"Viola os meus direitos,regista para a tua folha inútil o que desabafo, faz das minhas emoções teus clones,mas de uma coisa podes ter a certeza, a minha comida será sempre mais saborosa que a tua."
Sei passo a passo,cada ingrediente para obter uma solução minimamente razoável.
Durantes uns tempos sentirás as minhas ondas a bater fortemente no teu peito...
Pode ser que a minha saliva actualize a tua imagem.
Espero que sim,para que possa ter-te a correr atrás de mim.
Serás considerado refém durante a minha jornada.
A frieza pertence-me,nesta época,mas não te afectes por ela. Pode ser que seja breve. Amanhã talvez encontre novas indicações e símbolos que me possam continuar a apoiar e voltar a recriar a minha afectividade.

Feliz ano novo

Zilef ona ovon